Thursday, July 30, 2009

Adormecer e acordar

Eu não posso parar, jamais parar… Eu não posso dar aso ao tempo de me deixar sozinha e eu ficar a ouvir esta voz interior que nunca me dá os melhores conselhos. Não, eu preciso de barulho e de outras vozes, vozes de amigos e amigas, e primos e primas, vozes euforicas ou até chorosas, eu gosto de todas, menos da minha, aquela que lateja dentro de mim e não a consigo silenciar…
Por tudo isto eu tento sempre não parar, durante os dias no Porto eu tenho sempre soluçao, fujo de quem não quero ver, daqueles que me fazem a voz interior gritar e espernear, e procuro aqueles que a calam, e resulta sempre… Agora durante os dias que estou longe, eu procuro não parar, qualquer desculpa serve, praia, café, até ver montras de lojas nas quais não vou sequer entrar, se tivesse um cão iria passea-lo pela cidade toda, ouvir apenas a voz dos outros e pensar apenas nas conversas deles. Já fui à nova era beach party, levar com aquele som com qual nunca me identifico mas misturado com o efeito do alcool e o meu sagrado tabaco, eu danço, sorrio e sou feliz, não há voz! Hoje vou para Paredes de Coura, levar com som que eu quero, e vou dançar, fumar, beber, e estar como se diz ‘nas minhas quintas’… e assim sucessivamente sem poder parar… Para semana vou sete dias fazer um pequeno remake do Vicky Cristina Barcelona, saltar e pular pelas ramblas e calar qualquer som da minha cabeça…e quando voltar surgirá outra festa ou acampamento ou viagem ou apenas companhia, quaisquer, so não posso pensar no que não devo, e em quem não devo…
O único problema que ainda resta, é o adormecer, se for para cama sem sono, eu penso e repenso, e analiso e peso, e portanto atrofio-me, atrofio os musculos, os olhos, a boca, mas acabo por adormecer! E depois? Eu não controlo o subconsciente e acabo por sonhar, com aquilo e com quem não devo, e de manha no espreguiçar e bocejar dou por mim nesta auto tortura, mas levanto me, e calo me, ate ao anoitecer.

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