Um dia destes, vou-me cobrir tanto até que já nao me vejas, porque se fosses cego eu seria feliz! Podias sempre desaparecer, deixar para atrás apenas a sombra que depois se arrastaría até se desfazer em pó, mas eu nao guardaria rancor, mágoa, raiva, NAO! Eu sería livre para sair à rua e gritar e cantar, e correr, mesmo que pouco, mas correr, evacuar todos os pesadelos, fantasmas e esqueletos, e matar todas as memórias ou quiças abraçá-las e aceitá-las de uma vez por todas! Quero ser livre, para ser incoerente todos os dias, porque eu apenas sei o que não quero, no entanto, o que quero, nao tenho nem ideia, e jamais vou ter. Contudo, vou-me agarrando, aguentando, tentando pintar a minha visão de uma cor diferente mas os braços doem-me e o pincel já está todo estrupiado, e a tela, uii, a tela, é fraca, foleira até posso afirmar! Mas se soubesses, a força, essa nao tem limites, a imaginação vive mais que eu, eu resigno me ao fumo, e à terapia do esquecimento e euforia momentanea, enchendo os meus ouvidos de melodia, porque eu não posso deixar-me divagar, isso seria morrer muito devagarinho. Pois, mas a verdade é que esta manha acordei e questionei-me se estava viva, estava tudo turvo e cinzento, e tu nao parecias desaparecer nunca, colei o rosto ensonado no espelho e vi o reflexo humido do vapor, e nao fiquei aliviada... Já nao sei mais, talvez nunca soube, convenço me que sei a certas horas de certos dias, mas eu nunca sei, eu nunca vou saber, e eu nunca, terrivelmente, vou esquecer...que estou viva
Monday, March 29, 2010
half-cocked girl
Um dia destes, vou-me cobrir tanto até que já nao me vejas, porque se fosses cego eu seria feliz! Podias sempre desaparecer, deixar para atrás apenas a sombra que depois se arrastaría até se desfazer em pó, mas eu nao guardaria rancor, mágoa, raiva, NAO! Eu sería livre para sair à rua e gritar e cantar, e correr, mesmo que pouco, mas correr, evacuar todos os pesadelos, fantasmas e esqueletos, e matar todas as memórias ou quiças abraçá-las e aceitá-las de uma vez por todas! Quero ser livre, para ser incoerente todos os dias, porque eu apenas sei o que não quero, no entanto, o que quero, nao tenho nem ideia, e jamais vou ter. Contudo, vou-me agarrando, aguentando, tentando pintar a minha visão de uma cor diferente mas os braços doem-me e o pincel já está todo estrupiado, e a tela, uii, a tela, é fraca, foleira até posso afirmar! Mas se soubesses, a força, essa nao tem limites, a imaginação vive mais que eu, eu resigno me ao fumo, e à terapia do esquecimento e euforia momentanea, enchendo os meus ouvidos de melodia, porque eu não posso deixar-me divagar, isso seria morrer muito devagarinho. Pois, mas a verdade é que esta manha acordei e questionei-me se estava viva, estava tudo turvo e cinzento, e tu nao parecias desaparecer nunca, colei o rosto ensonado no espelho e vi o reflexo humido do vapor, e nao fiquei aliviada... Já nao sei mais, talvez nunca soube, convenço me que sei a certas horas de certos dias, mas eu nunca sei, eu nunca vou saber, e eu nunca, terrivelmente, vou esquecer...que estou viva
Friday, March 5, 2010
Finding peace of my mind
'So I start a revolution from my bed'
Eu quero mais, quero ser mais muito mais. Algo que nenhum homem alguma vez vai trazer, que nenhum pai pode resolver. Do alto da minha arrogância e da minha inteligencia, eu nunca encontrarei paz de espirito. Não há dogma, nao há crença, não há sentido, a bola nao gira por nexos, e sim é tudo uma grande e trágica casualidade. E em todos os remoer demais, os pensar em excesso, as superioridades claras, eu construí esta quase mulher, de grandes filosofias e teorias, cheia de arrogância, agonia e vazio, presa na zona de conforto. E sim eu sei que a ignorancia é uma benção, e durante anos senti me acima, noutra linha, noutra dimensao noutro patamar, so que quanto mais degraus subo, e quão mais iluminada, mais escura me torno, mais amarga me sinto e mais cinzenta me vejo. Estou seca e desencantada. Porque eu preciso de mais, e muito mais. A cabeça já nao está enfiada na areia, e a compaixao já nao chega, e se a luta pela procura da paz interior é inutil, a da realização temporaria talvez não. E eu quero mais e eu posso mais, e todas as justificaçoes, discursos, argumentações, teoremas e teses, nao servem para compensar nada, nem explicar a ninguém, eu repito-as aos demais, para justificá-las a mim, apenas a mim. Sou eu quem nao as encaixa, sou eu quem as refuta, sou eu a quem elas desiludem, e são a mim que elas causam este vazio, agonia e angustia. E eu quero mais... isto não pode ser o 'melhor impossível', tem de haver mais, tão mais, se eu penso demais, é porque há mais e eu sou mais. E eu vivo para mim, e desse egoismo eu esqueci o resto da humanidade, como posso amar, encantar-me se o que vejo está roto, desgasto, jaz apodrecido. Eu faço nada eu sou nada, mas eu sinto muito, e preciso de mais, mais sentido, mais causa, mais razão, mais motivação, mais proposito, se eu nao trago sossego à minha alma, posso trazer a outros, e isso pode ajudar-me tanto. E eu posso, eu tenho duas maos, eu tenho dois olhos inundados de preocupaçao sem utilidade, porque eu paraliso, e chega de paralisar. Se eu sinto, eu sou capaz, e eu preciso de mais, e chega de exigir mais dos outros, eu quero dar mais... MAIS MAIS MAIS MAIS MAIS MAIS
'My hands are small I know
but they're not yours they're my own'
SO FUCKING I'M GONNA DO SOMETHING!!!!!!!!!!!
Eu quero mais, quero ser mais muito mais. Algo que nenhum homem alguma vez vai trazer, que nenhum pai pode resolver. Do alto da minha arrogância e da minha inteligencia, eu nunca encontrarei paz de espirito. Não há dogma, nao há crença, não há sentido, a bola nao gira por nexos, e sim é tudo uma grande e trágica casualidade. E em todos os remoer demais, os pensar em excesso, as superioridades claras, eu construí esta quase mulher, de grandes filosofias e teorias, cheia de arrogância, agonia e vazio, presa na zona de conforto. E sim eu sei que a ignorancia é uma benção, e durante anos senti me acima, noutra linha, noutra dimensao noutro patamar, so que quanto mais degraus subo, e quão mais iluminada, mais escura me torno, mais amarga me sinto e mais cinzenta me vejo. Estou seca e desencantada. Porque eu preciso de mais, e muito mais. A cabeça já nao está enfiada na areia, e a compaixao já nao chega, e se a luta pela procura da paz interior é inutil, a da realização temporaria talvez não. E eu quero mais e eu posso mais, e todas as justificaçoes, discursos, argumentações, teoremas e teses, nao servem para compensar nada, nem explicar a ninguém, eu repito-as aos demais, para justificá-las a mim, apenas a mim. Sou eu quem nao as encaixa, sou eu quem as refuta, sou eu a quem elas desiludem, e são a mim que elas causam este vazio, agonia e angustia. E eu quero mais... isto não pode ser o 'melhor impossível', tem de haver mais, tão mais, se eu penso demais, é porque há mais e eu sou mais. E eu vivo para mim, e desse egoismo eu esqueci o resto da humanidade, como posso amar, encantar-me se o que vejo está roto, desgasto, jaz apodrecido. Eu faço nada eu sou nada, mas eu sinto muito, e preciso de mais, mais sentido, mais causa, mais razão, mais motivação, mais proposito, se eu nao trago sossego à minha alma, posso trazer a outros, e isso pode ajudar-me tanto. E eu posso, eu tenho duas maos, eu tenho dois olhos inundados de preocupaçao sem utilidade, porque eu paraliso, e chega de paralisar. Se eu sinto, eu sou capaz, e eu preciso de mais, e chega de exigir mais dos outros, eu quero dar mais... MAIS MAIS MAIS MAIS MAIS MAIS
'My hands are small I know
but they're not yours they're my own'
SO FUCKING I'M GONNA DO SOMETHING!!!!!!!!!!!
Thursday, February 4, 2010
Just like a Woman
Eu...eu irei sempre sentir tudo!
Eu, ai eu eu vou sentir até ao último milímetro de todos milimetricos poros do meu corpo, até à ultima palavra do verso...até à ultima batida da canção, porque eu sou assim... e quero ser!
Mas eu sei, eu sei que quando nao está bem, não está bem até à ultimo trago da minha cerveja, até ao ultimo bafo do meu cigarro e até à ultima gota do meu banho, e aí eu estrupio-me e arruino-me toda, e viajo e deliro, e respiro e suspiro pelos cantos, sempre de forma que como todos sabem que fica bem dizer 'vanguardista'
Eu grito, eu gemo, eu choro, eu arranho paredes, eu arranco cabelos, ai mas eu, eu vivo!! E pode ser tortura, maldade e até quem sabe um pouco de uma grande pretenciosa e exibicionista loucura, mas quando está bem, quando o arroz nao pegou ao tacho, quando a mira acertou no ralo e quando a língua alcançou o ponto, aí eu sinto até ao fim, e tudo vale a pena!!!
Sinto como uma mulher, e quando está tudo virado ao contrário, e misturado pelos deambulamentos do meu fio condutor de raciocinio rasgado, eu sofro de forma a não conseguir respirar, mas quando está bom, quando atingiu aquele quente no peito, aquela lagrima que vem junto com o riso, aí eu sou feliz como ninguém...
E quero ser assim...sempre! Até ao dia que nao resultar mais...e aí deixarei de ser...deixarei de ser eu.
"With her fog, her amphetamine and her pearls./
She takes just like a woman, yes, she does/
She makes love just like a woman, yes, she does/
And she aches just like a woman/
But she breaks just like a little girl."
Just Like a Woman - Bob Dylan
Eu, ai eu eu vou sentir até ao último milímetro de todos milimetricos poros do meu corpo, até à ultima palavra do verso...até à ultima batida da canção, porque eu sou assim... e quero ser!
Mas eu sei, eu sei que quando nao está bem, não está bem até à ultimo trago da minha cerveja, até ao ultimo bafo do meu cigarro e até à ultima gota do meu banho, e aí eu estrupio-me e arruino-me toda, e viajo e deliro, e respiro e suspiro pelos cantos, sempre de forma que como todos sabem que fica bem dizer 'vanguardista'
Eu grito, eu gemo, eu choro, eu arranho paredes, eu arranco cabelos, ai mas eu, eu vivo!! E pode ser tortura, maldade e até quem sabe um pouco de uma grande pretenciosa e exibicionista loucura, mas quando está bem, quando o arroz nao pegou ao tacho, quando a mira acertou no ralo e quando a língua alcançou o ponto, aí eu sinto até ao fim, e tudo vale a pena!!!
Sinto como uma mulher, e quando está tudo virado ao contrário, e misturado pelos deambulamentos do meu fio condutor de raciocinio rasgado, eu sofro de forma a não conseguir respirar, mas quando está bom, quando atingiu aquele quente no peito, aquela lagrima que vem junto com o riso, aí eu sou feliz como ninguém...
E quero ser assim...sempre! Até ao dia que nao resultar mais...e aí deixarei de ser...deixarei de ser eu.
"With her fog, her amphetamine and her pearls./
She takes just like a woman, yes, she does/
She makes love just like a woman, yes, she does/
And she aches just like a woman/
But she breaks just like a little girl."
Just Like a Woman - Bob Dylan
Wednesday, January 13, 2010
18 days
I'm two weeks away from a new city
a new school,
new streets,
new room =),
new bed,
new closets and shelfs,
new bars,
new booze,
new teachers,
new friends,
new lovers,
new me...
18 days...couting down
a new school,
new streets,
new room =),
new bed,
new closets and shelfs,
new bars,
new booze,
new teachers,
new friends,
new lovers,
new me...
18 days...couting down
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